Proposta de interiorização, para melhorar a saúde física, mental e espiritual. Pensamento, mente e cérebro, são três coisas completamente distintas. A mente elabora os pensamentos que nos são apresentados através do cérebro. Ao aprendermos a dominar a mente, dominamos os pensamentos e como estes têm impacto no nosso comportamento físico, quanto mais serenos forem os pensamentos gerados, mais serenos estaremos connosco e com o que nos rodeia. Com este estado de espírito, abordaremos os assuntos diários de uma maneira diferente e com o tempo vamos constatando que as reacções do mundo que nos rodeia serão melhores e concluiremos que não foram os outros que mudaram, fomos nós e portanto a mudança está ao nosso alcance e só depende de nós. Neste sentido, condenso um programa proposto por Lauro Trevisan no seu livro O Poder da Mente”, editado em Portugal pela Dinalivro. O autor é um reconhecido académico e autor de diversos livros e seminários no campo da auto-ajuda tendo dedicado uma grande parte do seu trabalho à questão do controlo da mente. Este livro é mais abrangente do que a condensação de tema que aqui faço, pelo que recomendo a sua leitura. Este programa pretende ser uma etapa de 10 dias em que diariamente nos focamos num ponto tendente a compreendermos como podemos controlar a mente. Se nos empenharmos, com o tempo começamos agir de acordo com a interiorização que fazemos da mentalização associada aos pontos seguintes.     A libertação mental Abandono as críticas cáusticas, paro de culpar os outros pela minha situação. Perdoo o passado e o que aconteceu de menos bom. Admito que tudo o que aconteceu era necessário para a minha aprendizagem e crescimento. É esta a visão que tenho neste momento. Sou eu que faço a minha vida e mais ninguém. Hoje inicio uma nova vida e comemoro isso desde já! A libertação dos complexos Liberto-me de todos os complexos, porque eles são a minha prisão e não me deixam ser eu mesmo. Não sou mais nem menos do que os outros. Sou eu mesmo. Como eu gosto de mim, todos gostam de mim. Hoje é o dia em que me sinto livre, dono de mim, positivo e feliz. A libertação do sentimento de culpa Hoje estou decidido a livrar-me dos complexos de culpa. Hoje é a última vez que o remorso falará dentro de mim, porque esta voz má só me quer perturbar e tiranizar. Que perca de tempo passar o dia inteiro a ouvir essa voz que só pretende atirar o passado para cima de mim! Já perdoei o passado, não há mais culpas. Abençoo-me e abençoo todas as pessoas do mundo e principalmente as que motivaram os meus sentimentos de culpa. A suave magia da alvorada ilumina a minha mente, o meu corpo e o meu coração . A libertação dos medos Com a luminosidade fornecida pela clareza de quem quer identificar as causas, entro na caverna da mente onde se escondem os fantasmas do medo. Que medos me perturbam? O medo de ficar pobre? De ficar doente? De morrer? De perder o amor? De perder o emprego? Da injustiça? De não serem reconhecidas as coisas boas que faço? De envelhecer? De ser enganado? De mais o quê? Através desta iluminação interior, vejo claramente os medos e percebo que não passam de sombras assustadoras na minha mente. Sombras, nada mais do que sombras. Onde há luz, não existe sombra. As sombras não têm vida nem poder, não fazem mal, apenas assustam. Agora a luz brilhou na minha mente e as sombras desapareceram. Descarreguei uma carga pesada. Os medos desapareceram! A libertação das preocupações Sei que as preocupações são sofrimentos antecipados em relação àquilo que não aconteceu e, por isso, uma perda de tempo e de saúde. Sei que as preocupações, são o caminho para o stress e para as doenças. Por isso, ocupo-me do momento presente e não me preocupo negativamente com o futuro. Não me vou torturar com o futuro pois não quero gastar energias à toa. Liberto-me definitivamente de todas as preocupações. De todas, incluindo aquelas cuja solução não consigo ainda vislumbrar. À noite adormeço tranquilo porque a minha mente está solta e despreocupada. De manhã acordo alegre e sorridente, porque a minha mente está límpida. A libertação dos traumas Com a determinação que caracteriza quem quer identificar as causas, procuro no intimo do meu ser que traumas me prendem a situações passadas e me perturbam a alegria de hoje. Identifico-as e expulso-as do meu subconsciente. Uma vez desenraizadas são naturalmente destruídas, libertando-me para que eu não seja passado, mas sim presente. Recuso-me a aceitar qualquer sensação desconfortável ou angustiante, porque já aboli o passado. A libertação dos problemas Hoje sou livre, sem medos, sem traumas, sem complexos nem preocupações. Agora distancio-me dos problemas e analiso-os. Onde estão? Os problemas estão em mim? Em casa? No emprego? No casamento? Na relação com os outros? Nos estudos? No corpo? No trabalho? Na situação financeira? No amor? Na família? Na vida social? Os problemas estão fora ou dentro de mim? Se estão fora de mim, não há razão para os viver como se estivessem dentro de mim. O que é de fora deve permanecer fora. Se estão dentro de mim, porque razão os atribuo aos outros, às situações, aos acontecimentos? O problema na verdade é uma criação da minha mente, porque o que existe são situações que são transformadas em problemas porque eu assim o determino. Esta decisão pessoal, só me perturba, só me atrapalha, só me tira a paz. Daqui para a frente, encaro as situações sem lhes atribuir a carga negativa de “problema”. As situações existem, vou enfrentá-las, mas sem a carga de “problema”. A libertação do nervosismo O que me leva a ficar nervoso? Desejar coisas que não consigo obter? Desejar ser de terminada forma e não ser? Quando quero que os outros sejam de determinada maneira e não são? Quando decido fazer muita coisa ao mesmo tempo? Na verdade sou eu através da mente que crio o nervosismo, não são os nervos. Mas se é a mente que cria o nervosismo, também é ela que o cura. Então proclamo a minha calma definitiva: Hoje é o meu dia de serenidade! A libertação da depressão Tome uma decisão histórica e diga para consigo: “Hoje livro-me da depressão e da tristeza, que são produtos deteriorados e criados pela minha mente. A depressão não nasceu comigo, não faz parte do meu ADN e não aceito que se instale no meu interior. Estou farto de tanto desânimo e tristeza.” Não estou triste ou deprimido porque me aconteceram coisas tristes e intoleráveis no passado, mas sim porque insisto em as manter na mente. Não são os factos que me deixam deprimido, mas sim o que penso deles. Como sou dono dos meus pensamentos e livre de abandonar as recordações negativas ou prejudiciais, a partir de agora, só dou atenção ao dia de hoje, porque o passado já foi e o futuro ainda não chegou. Se estiver alegre, ao passar por uma praia, vejo o mar, o sol e a areia como uma explosão de alegria, mas se estou deprimido, todo este mesmo cenário me parece triste e sem graça. A minha alegria depende de mim e só de mim! A libertação dos erros do passado Os erros cometidos, sejam eles de que natureza forem, são coisas do passado. Carregá-los na mente é como dar vida a fantasmas. Reconheço que ao chorar pelos erros e pecados cometidos, estou a recria-los e a amargurar-me por causa deles. Este é o momento em que perdoo todos os meus erros e os afasto definitivamente. Perdoar significa eliminar, mandar embora. Arrepender-se significa mudar de ideias. O verdadeiro arrependido é aquele que se perdoa. Estou reconciliado comigo mesmo! O resumo que apresento de seguida,  foi extraído de um programa proposto no livro já referido, sobre o lema ”Libertação e iluminação da mente” . O autor recomenda seguir a ordem dos tópicos adiante resumidos, de modo a seleccionarmos um por dia e reflectirmos sobre ele. Com o tempo e empenho, começamos agir de acordo com a interiorização que fazemos da mentalização associada a cada ponto. Página anterior