Página do JAReiki é a arte de convidar a felicidade (Mikao Usui)Imagens de acesso livre e de autor desconhecidoA atenção plenaSeja porque razão for, (crenças, conforto, etc.) acabamos por aceitar que a nossa mente tem uma vontade própria e que, quando ela se dispersa em várias direcções, nada podemos fazer para o impedir.A perda do foco numa situação leva a dividirmo-nos em diversas tarefas ao mesmo tempo e como resultado, dificilmente faremos uma bem. Mesmo que tenhamos sucesso numa das diversas tarefas que tentamos executar ao mesmo tempo que outras, a energia gasta é muito superior à energia necessária o que resulta em cansaço, zanga, depressão... Por isso e uma vez que não conseguimos controlar a mente, podemos treiná-la, disciplinando-a, para que possamos alcançar um equilíbrio entre a energia necessária e a energia despendida.Diversas técnicas existirão para praticarmos a atenção plena, mas uma das mais comuns, é a técnica da respiração consciente.Como tudo na vida que necessitamos de aprender, é necessário empenho para praticar até que o processo esteja interiorizado e passe a ser uma rotina da qual nem nos apercebemos, só verificamos o seu prazeroso impacto. Neste processo de interiorização, é necessário termos a disciplina da prática diária e se assim o entender, em locais onde se possa concentrar, para que não tenha factores externos a perturbar. Com o tempo, conseguirá abstrair-se dos sons exteriores e fazê-lo em qualquer lugar ou circunstância. Técnica da respiração consciente- Concentre-se na sua respiração, e conte quantas respirações completas (inspirações e expirações profundas), consegue executar sem que a sua mente se foque noutro assunto que não a respiração que de momento está a executar. Seja gentil para consigo, e não desanime se verificar que não consegue ultrapassar duas ou três respirações completas sem a sua mente se dispersar. Se sente que a sua cabeça "anda a mil à hora" e não consegue "ter um momento de descanso", presenteie-se com 5 minutos do seu "precioso tempo" e dedique-se a conquistar o poder de disciplinar a sua mente de modo a atingir a atenção plena, de modo a que quando executar uma tarefa, não desperdice desnecessariamente energias e tempo (que você afirma convictamente que não tem).Sempre que verificar que a mente se dispersou, volte a iniciar o processo sem se auto-flagelar por isso. Seja gentil e acredite que vai conseguir, é uma questão de treino. Não se penitencie pelo aparente insucesso inicial. A mente não gosta de ser disciplinada e a sua maneira de reagir é ela forçar “o seu ponto de vista” que é a dispersão. Com o tempo e a prática vai, conscientemente, conquistando mais respirações sem se distrair e isso significa que está a disciplinar a mente, levando-a a dirigir-se para onde é necessária num determinado momento.Acredite que vai conseguir, e trabalhando, vai ser premiado com a facilidade da troca de pensamento, substituindo a maneira negativa de abordar uma situação, por outra mais positiva, que foque a solução e não o problema.Seja grato pela conquista de mais algumas respirações em atenção plena. Congratule-se pelo prazer da conquista de mais um passo na superação da agitação mental que Augusto Cury definiu como Síndroma do Pensamento Acelerado (SPA).O resultado é a melhoria da qualidade de vida através da qualidade dos pensamentos, porque sabendo que a vida não é boa nem é má, apenas depende de como a vemos, o facto de conseguirmos em tempo útil trocar de pensamento, é crucial. Com esta prática, vivenciamos a disciplina mental como uma coisa normal, beneficiando deste poder a todos os momentos da vida.É uma frase muito batida, mas não deixa de ser verdade, "O caminho faz-se caminhando" pelo que dar os passos ou não, é decisão sua, mas vale recordar que terá de viver com as consequências dessa decisão.É tão válido acreditar que esse “aceleramento” se resolve só por si, como que só com o seu trabalho o poderá fazer, a diferença está na dependência ou não dependência.Se lhe é confortável ser dependente das vontades e verdades dos outros, remetendo-se na posição de vítima, continue à espera que essas entidades externas, façam o trabalho que só a si compete e resolvam esta sua questão. Se pugna pela independência, trabalhe, praticando uma técnica de atenção plena, porque isso só depende de si.Se concorda com o processo, mas não quer ter o trabalho, da próxima vez que se queixar, questione-se se está a ser honesto para consigo!